dom., 13 de dez. | Transmissão pelo Zoom Meeting e YouTube

Conversa na Rede com Lia Robatto

artista da dança, professora, escritora e a mais recente “imortal” da Academia de Letras da Bahia
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Conversa na Rede com Lia Robatto

Horário e local

13 de dez. de 2020 18:30 – 20:30 BRT
Transmissão pelo Zoom Meeting e YouTube

Sobre o evento

Conecte-se à E-Fórum Artes e Ideias e vamos para mais uma roda de conversa que celebra trajetórias, vivências e existências!

Como seria a escrita do corpo que dança? 

No dia 13/12 às 18:30, venha compartilhar essa e outras questões com a “imortal” LIA ROBATTO, a primeira artista da dança eleita para ocupar uma cadeira na Academia de Letras da Bahia. Um corpo que coloca em textos a sua dança, e assim escreve a sua história, a sua arte.

Venha fazer parte dessa rede!

Sobre Lia Robatto

Lia de Carvalho Robatto é diretora, coreógrafa, dançarina e professora. Filha da professora e artista plástica Hebe Carvalho e do poeta concretista Pedro Xisto. Em 1949, estuda balé clássico na Escola Municipal de Bailados de São Paulo e na Academia de Ballet Alina Biernarka. Em 1952, tem aulas de dança expressiva com a polonesa Yanka Rudzka na Sociedade Pró-Arte Moderna (Spam) e no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Atua até 1956 como solista das produções de Rudzka. Nesse período, faz aulas de dança com Maria Duschenes (1922) e cursos de percepção musical com Hans Joachim Koellreutter (1915 - 2005), em 1952, na Spam. Em 1957, viaja a Salvador a convite Rudzka para atuar por três meses na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), primeiro curso superior de dança do país, fundado pela coreógrafa. Nessa universidade, integra o Conjunto de Dança Contemporânea e depois inicia graduação em dança, período em que trabalha como assistente de Rudzka e promovendo aulas em cursos livres para crianças. Em 1961, casa-se com o fotógrafo e arquiteto Silvio Robatto.  Em 1962, gradua-se como dançarina e, em 1963, como professora de dança. Ministra aulas entre 1957 e 1966 na UFBA. 

 

Entre 1960 e 1964, suas primeiras criações são realizadas com alunas da Escola da Dança da universidade. Entre os mais importantes estão Espetáculo Infantil e as coreografias Móbile, Águas Glaucas e Antônio Conselheiro. Funda o Grupo Experimental de Dança (GED), com o qual realiza grande parte de sua produção profissional.  Com Amar Amargo (1971), inicia experiências em dança ambiental e comunicação. Em seguida, transfere-se para a Escola de Teatro, onde ficou até 1977, por discordar da condução do diretor Rolf Gelewski (1930 - 1988), e pela necessidade de diferenciar o espaço pedagógico do criativo. Volta posteriormente à Escola de Dança, onde leciona até se aposentar, em 1982. Retoma o GED/UFBA e produz cinco espetáculos entre 1979 a 1981.

 

Também realiza Caminho, em São Paulo, com a participação de dançarinos da nova geração paulista, como Denilto Gomes e Thales Pan Chacon. Com Bolero (1982), coreografado para o Balé da Cidade de São Paulo, recebe três prêmios da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) - melhor coreografia, melhor espetáculo de dança e melhor dançarina.  Dirige e coreografa cerca de 40 espetáculos, encenados por companhias profissionais como o Balé da Cidade de São Paulo, o Balé do Teatro Castro Alves e o Grupo Experimental de Dança.  Em 1983 torna-se diretora do Departamento de Dança da FUNCEB, onde cria uma Escola de Dança. Nos anos seguintes prossegue seu trabalho de implementação de escolas e cursos de dança na Bahia, entre eles a Usina de Dança e Capoeira do Projeto Axé (1998). 

 

Publica, em 1994, Dança em Processo: a Linguagem do Indizível (Edufba) e, em 2001, com Lucia Mascarenhas, Passos da Dança Bahia, em que faz um relato sobre os 50 anos (1950-2000) de dança no estado. Atua também em atividades de dança e educação em instituições como Escola Parque, Escola Técnica Federal da Bahia, Escola de Arte Integrada, Instituto Casa Via Magia. Realiza atividades de curadoria para o Mercado Cultural (Salvador), entre 1999 e 2004, e para o Ateliê de Coreógrafos (Bahia), entre 2003 e 2006. Mesmo radicada em Salvador, retorna diversas vezes a São Paulo, apresentando coreografias fortemente influenciadas pela sua cidade natal, como Caminho, inspirada nos poemas de seu pai, e Bolero (1982).

 

Recebe em 2007 a Ordem do Mérito Cultural.  Em 2009, recebe o título de cidadã de Salvador pela Câmara Municipal por sua trajetória em prol da dança na Bahia. Em 2010, assume a presidência do Conselho Estadual de Cultura da Bahia.  Em 2015, recebe a Comenda 2 de Julho, condecoração estatal concedida pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia.

Em 02 de novembro de 2020, a dançarina, coreógrafa, professora, escritora, produtora e gestora cultural Lia Robatto foi eleita para a Academia de Letras da Bahia e irá ocupar a Cadeira n° 15, que pertencia a João Carlos Teixeira Gomes.

Livros publicados

• Dança em Processo, a linguagem do indizível - EDUFBA, 1994

• Passos da Dança (com Lúcia Mascarenhas) - Casa de Jorge Amado, 2002

• “A Dança como Via Privilegiada de Educação - EDUFBA, 2012

 

Fontes: https://mapeamentocultural.ufba.br/historico/lia-robatto

https://academiadeletrasdabahia.org.br/noticia/15-lia-robatto

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